O Luar de Belém:
Quando o Céu cantou na Terra. O Natal é, por excelência, a festa da luz. Mas, se olharmos atentamente para as Escrituras, perceberemos que essa luz não brilha sozinha; ela é refletida e anunciada por mensageiros celestiais.
Os anjos desempenham um papel central no mistério da Encarnação, funcionando como a ponte entre o desígnio divino e a compreensão humana. Sem o anúncio dos anjos, o Natal seria um evento silencioso; com eles, torna-se uma sinfonia de glória.
O Anúncio que Mudou a História:
A relação entre os anjos e o Salvador começa muito antes da manjedoura. São Gabriel Arcanjo é o primeiro a romper o silêncio dos séculos ao visitar Maria em Nazaré. Naquele momento, o "Ave Maria" não foi apenas uma saudação, mas o soar de uma trombeta espiritual que indicava que o tempo da espera havia acabado.
Os anjos são seres puramente espirituais, dotados de inteligência e vontade, que contemplam face a face a glória de Deus. No entanto, no Natal, eles se inclinam sobre a humanidade. Eles não apenas trazem a notícia; eles preparam o caminho. Ao aparecer a José em sonhos, o anjo acalma o coração de um homem justo, garantindo que o que nela (Maria) foi concebido era fruto do Espírito Santo.
A Glória nos Campos de Belém:
O ponto alto da participação angélica ocorre na noite santa. Enquanto o mundo dormia e as pousadas de Belém fechavam suas portas, o céu se abria para os pastores. É fascinante notar a pedagogia de Deus: o Rei dos Reis nasce na pobreza, mas sua chegada é celebrada com a maior ostentação celestial da história.
“O Anjo disse-lhes: Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor”. (Lc 2, 10-11)
Este anúncio aos pastores revela a missão dos anjos: eles são os evangelistas primordiais. Eles não guardam a alegria para si; eles a transbordam. O canto do Gloria in Excelsis Deo que ecoou nos campos de Belém define o sentido do Natal. É a adoração a Deus nas alturas que gera a paz para os homens na terra.
O Que os Anjos nos Ensinam Hoje?
Neste Natal, ao olharmos para as figuras de anjos que adornam nossas árvores e presépios, devemos ir além da decoração. Os anjos nos ensinam três atitudes fundamentais para vivermos bem esta liturgia:
* A prontidão no serviço: Assim como Gabriel não hesitou em voar para Nazaré, somos chamados a dizer "sim" prontamente aos planos de Deus em nossa rotina.
* A adoração constante: Os anjos nos lembram que o Menino na palha não é apenas um bebê, mas o Deus Todo-Poderoso que merece todo o nosso louvor.
* A alegria da Boa Nova: O anjo disse "Não temais". O Natal é a cura para o medo humano, pois Deus decidiu habitar entre nós.
Concluindo, unindo nossa voz à deles (os Anjos), o Natal e os anjos estão intrinsecamente ligados porque a vinda de Cristo é o evento que une o céu e a terra. Cada vez que celebramos a Eucaristia, unimo-nos ao coro angélico para cantar o "Santo, Santo, Santo". No Natal, esse coro se torna mais audível ao nosso coração.
Que neste tempo santo, possamos pedir ao nosso Anjo da Guarda que nos ajude a preparar a "manjedoura" da nossa alma. Que possamos, como os pastores guiados pelo anúncio celeste, correr ao encontro do Salvador e, depois, tornarmo-nos nós mesmos "anjos" — mensageiros — da esperança de Cristo para aqueles que ainda vivem nas trevas.
O Salvador foi anunciado. Ele nasceu. Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados!
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